terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Onde estão as verdadeiras associações?

Desde o meu tempo de Aspirante participei , quando julguei justo, dos movimentos reinvidincatorios da PMBA. Assim foi em 1981,  em 1991 e em outros movimentos menores, sempre a procura de melhorias para a Corporação e valorização do policial militar. Considero, importantissima a existencia das associaçoes e clubes que lutam ou deviam lutar por nossos interesses. Entendo as posições dos Comandos que por questoes funcionais e fidelidade a administração não podem, simplesmente,  permitir as manifestações que por vezes,devido a presença de agitadores,desequilibram o movimento e podem levar a baderna e a insegurança. Porem, o que me deixa pasmo, é a omissao dos orgãos de classe em permitir que uma associação presidida por um Ex PM excluido ha mais de dez anos, fale e convoque reuniões de praças, em nome de uma pseudo luta reinvidicatoria que se transforma no periodo eleitoral seguinte, em plataforma de campanha politica. Precisamos ousar, botarmos "a cara" e não ficarmos nos gabinetes dos clubes e associaçoes gozando da beness do poder e deixando que aventureiros usem a nossa Policia Militar.

Em assembleia, policiais militares podem decidir pela paralisação

Os policiais militares da Bahia ligados à Associação de Policiais e Bombeiros da Bahia (Aspra) se reúnem nesta terça-feira (31), em assembleia, a partir das 15h, no Ginásio dos Bancários, nos Aflitos, para deliberar sobre assuntos relacionados à campanha salarial de 2012. Segundo o presidente da entidade e vice-presidente da Associação Nacional dos Policiais, Marcos Prisco Caldas Machado, a categoria não descarta a hipótese da paralisação, caso o governo insista em se manter em desacordo ao que determina a legislação, que prevê o pagamento da Gratificação de Atividade Policial 5 (GAP) para aqueles que cumprem carga horária de 40h. De acordo com o sindicalista, a posição do governo de não cumprir a lei é um desestímulo à classe policial. Prisco afirma também que o governo erra também em não pagar outros benefícios como insalubridade, periculosidade e auxílio acidente. “Diante da falta de atenção com os policiais, o governo nos deixa sem opção a não ser uma eventual paralisação”, declara. “A Aspra vai acatar o que for decidido pelos nossos associados”, completou.

Previdencia Propria dos Servidores Militares Estaduais. Como Fica?

Achei oportuna a publicação do Cel PM Mascarenhas, a respeito da filiação partidária do policial militar. Alem de esclarecedora, demonstra o porque ela se  dá na convenção e não um ano antes como ocorre com outros cidadãos. O que , no meu entendimento , é contraditório, é o retorno daqueles que não são reeleitos, a ativa da corporação, ocupando o mesmo lugar que se encontrava no quadro de acesso no momento da diplomação. Primeiro, porque casuisticamente, o que foi ditado em lei fere a Constituição Federal que prevê como citado no post, a transferencia para a reserva proporcional ao tempo de serviço, desobedecida apenas no nosso estado, como também foi citado. Segundo, porque, o que nos garante a Previdência Própria dos  Servidores Militares Estaduais, estabelecida na emenda constitucional que tratou da reforma da previdência, são as diferenças que existem entre o servidor civil e o servidor militar, como: não ter horário de serviço estabelecido ( tem a obrigação de agir em qualquer momento que aconteça um crime sob pena de ser autuado por omissão), não se aposentar e sim transferido para a reserva, o que permite uma convocação em caso de conflitos ou calamidade publica, prisão disciplinar (não cabe habeas corpus) submissão dos inativos ao regulamento disciplinar que pode inclusive cassar os proventos, acesso a corporação mediante concurso e uma formação profissional própria, tipica de carreira de estado, alto grau de risco de vida e a transferencia para a reserva proporcional dos diplomados em cargos eletivos, entre outras. A desobediência ou omissão dessas situações, podem provocar a  inobservância da nossa previdência ,que nos garante a integralidade das pensões, dos vencimentos na reserva e a paridade entre ativos e inativos, já iniciadas quando ao invés de gerirmos a  nossa como é prevista em lei, fomos " mandados" para o Suprev sem discussão  e perdemos o direito de inativar nosso pessoal (não estou falando aposentar) para  uma assinatura conjunta com a SAEB.
 E preciso enxergar o futuro e estar atento para as transformações  que se iniciam. Veja a nota:


Somos únicos e, ao mesmo tempo, iguais e diferentes

por Nilton Regis Mascarenhas


Muito se discute a respeito da concessão de filiação partidária ao policial militar, sei o bastante para afirmar que não é um assunto trivial. Quem é da caserna ou quem acompanha essas atividades sabe que a carreira militar possui suas especificidades que justificam as preocupações inseridas na nossa Carta Magna.

Dos atuais princípios motivadores que a Constituição Federal dispensa aos militares da ativa, um deles é o tratamento diferenciado, restringindo-lhes o direito à filiação partidária, sob justificativa da necessidade de manter os integrantes ativos afastados da militância político-partidária, evitando, assim, a possibilidade da existência de um “braço armado” de determinado partido, o que, convenhamos, não se coaduna com a prática da democracia.
Acredita-se que, ao conceder ao militar o direito de desincompatibilizar-se nos mesmos prazos previstos para qualquer cidadão e, conseqüentemente, ser agregado durante esse longo período, seria conceder-lhe uma licença remunerada, o que fere frontalmente interesses públicos, pois não há garantia alguma de que o militar seja indicado candidato pelo partido político, para concorrer às eleições.

Entre as diversas estratégias voltadas a entender o assunto, destaca-se a Resolução do TSE que estabelece que o PM se inscreva no partido político durante a Convenção Partidária e pode concorrer às eleições, sem precisar se filiar um ano antes.
O fato, é que havendo o interesse e o compromisso do policial militar pelo pleito, a convenção ocorrerá no mês de junho de 2012. É importante, em suma, registrar novamente que, até a data da convenção, o militar estadual fica sem filiação partidária.
No Brasil inteiro, caso o militar perca a eleição, retorna ao serviço normalmente, porém, se ganhar, será transferido, automaticamente, para a reserva remunerada, com subsídio proporcional ao seu tempo de serviço. No Estado da Bahia, graças à Lei n.º 11.920, de 29 de junho de 2010, na PMBA, a única do Brasil, seu integrante que exerce mandato parlamentar e não consegue se reeleger, cessando o período de exercício de mandato eletivo, retorna ao mesmo grau hierárquico ocupado e mesmo lugar que lhe competir na escala numérica no momento de sua transferência para a reserva remunerada.
É inegável que essa conquista foi importante já que permitiu o PM candidatar-se e exercer cargo eletivo, ingressando na vida política, podendo retornar, posteriormente, ao seio da Corporação, à carreira que escolheu, sem preocupação com o fato de, depois do mandato eletivo, deparar-se sem ocupação funcional.
Para finalizar, não seria demasiado lembrar que a informação liberta as pessoas das correntes da ignorância, abrindo portas para o acesso a novas conquistas.
* Nilton Mascarenhas é coronel da Polícia Militar da Bahia e ex-comandante Geral da PM

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

SSP divulga balanço das ações em 2011

Estamos aguardando com muita expectativa a liberação, pela SSP, dos equipamentos de comunicação adquiridos pelo governo do estado, para utilização no interior do estado, principalmente no policiamento do carnaval e no combate a assaltos a bancos. Um projeto elaborado pelo Departamento  de Modernização e Tecnologia, totalmente aprovado pelo Comandante Geral da PM, aguarda essa providencia que deve ser anunciada em breve pela Stelecom.

SSP divulga balanço das ações em 2011
Cúpula apresentará ainda planos administrativos para este ano |Foto: Secom
A Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP) divulga, nesta quinta-feira (26), o balanço da ações em 2011, além do plano administrativo para 2012 no estado. Após a apresentação dos dados do ano passado, o secretário Maurício Barbosa, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alfredo Castro, e o delegado-geral da Polícia Civil, Hélio Jorge Paixão, concedem entrevista coletiva à imprensa baiana. O encontro está marcado para às 13h30, na sala 311, do Ministério Público Estadual (MPE), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador.

Carta de um policial morto em serviço


Alex Oliveira Suzarte era um policial militar do estado do Mato Grosso, casado, com três filhos. Após um assalto a uma lanchonete no município de Poconé-MT, em que dois suspeitos fugiram em uma moto, Alex e sua guarnição realizou uma perseguição aos criminosos, que acabaram caindo da motocicleta, e atiraram contra os policiais, acertando Alex no olho. Alex não resistiu, morreu no local.
Por si só, a história é trágica, lamentável, injustificável – como a morte de qualquer agente público que defende direitos expondo sua vida. Mas algo fez a morte de Alex se tornar ainda mais dolorosa e até épica: o soldado deixou uma carta-poema nas mãos de sua esposa dias antes de morrer em serviço. No final do texto, ele diz: “Esse texto eu dedico a todos os policiais que, como eu, só desejam voltar para casa vivos”. Leiam a íntegra…

Enquanto todos dormem, eu estou em lugares inimagináveis, matagais intransponíveis, bueiros fétidos, casas abandonadas, entre outros lugares a que alguém normal se recusaria ir;
Enquanto todos dormem, eu estou em alerta máximo, tentando não apenas defender pessoas que nunca vi, nem mesmo conheço, mas também tentando sobreviver;
Enquanto todos dormem no aconchego de suas casas debaixo dos cobertores, eu estou nas ruas debaixo da forte chuva, com frio e cansado madrugada adentro;
Enquanto todos dormem, eu estou travestido de herói e mesmo não tendo superpoderes estou pronto para enfrentar o perigo, para desafiar a morte e, ‘quiçá, sobreviver’;
Enquanto todos dormem, eu estou dividido entre o medo da morte e a árdua missão de fazer segurança pública;
Enquanto todos dormem, eu sonho acordado com um futuro melhor, com o devido respeito, com um justo salário, com dias de paz, mas principalmente com o momento de voltar para casa e de olhar minha esposa e meus filhos e dizer-lhes que foi difícil sobreviver a noite anterior, que foi cansativo e até frustrante, mas que estou de volta e que tenho por eles o maior amor do mundo.
Esse texto eu dedico a todos os policiais que, como eu, só desejam voltar para casa vivos.
Alex Oliveira Suzarte
O pai de Alex, embora sofra com a perda, deu a seguinte declaração sobre o homem que matou seu filho: “Esse desalmado ainda não está preso. Eu não quero saber quem é, mas já o perdoei. Até porque a raiva não vai trazer meu filho de volta”.
Triste fim.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Todo oficial e delegado de polícia precisa ser ‘político’?


Não é raro se ouvir nos corredores de qualquer organização policial do Brasil, civil ou militar, que este ou aquele chefe ou comandante – oficial ou delegado – é “político”, em referência ao relacionamento do superior com seus superiores, e até com personalidades não policiais possuidoras de alguma autoridade. Segundo este entendimento, os ocupantes de cargos do alto escalão, de algum modo, se subordinam a certas contingências políticas, visando ascender na carreira, manter determinado status, em uma palavra, beneficiar-se.
É preciso que todo oficial ou delegado de polícia se posicione deste modo? Quais são os limites do acatamento à política – e o que o “ser político” pode significar, na prática?

Se o policial “político” é aquele que possui capacidade de negociação, visando alcançar os interesses legais e legítimos da instituição a que serve, é ótimo que este adjetivo lhe seja dado. O relacionamento entre as polícias e outras organizações públicas e privadas ocorre constantemente, e é natural que seja necessária alguma habilidade para que soluções adequadas sejam alcançadas.
Por outro lado, este processo de diplomacia política não pode admitir a fuga de alguns preceitos institucionais, como o abandono de elementos técnicos da atividade policial ou a aceitação de indignidades semelhantes. Há quem sacrifique os objetivos sociais das polícias para agradar certos figurões da política, visando promoções, nomeações e benesses particularizadas.
E há também a política da corrupção e locupletação, em que acordos espúrios são firmados entre gestores públicos de outras instancias governamentais ou privadas (como vereadores, empresários ou prefeitos) em favorecimento à ambição e ao enriquecimento ilícito. Uma espécie de troca de favores e protecionismo mútuo, que praticamente torna a organização policial uma ajudante das estruturas criminosas que deveria enfrentar.
Como se vê, a acepção do termo “político” pode tomar várias formas, extremamente positiva ou negativa. Embora existam os dois extremos, eles não são distantes, sendo preciso cautela e postura crítica e ética constante para não cair na politização maldosa e corrupta. Algo cada vez mais difícil no ambiente de interesse capitalista em que vivemos.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Feira: Polícia usa imagens de central de monitoramento para prender criminosos

A instalação da central de videomonitoramento em Feira de Santana já esta trazendo resultados positivos para a segurança publica.Leia mais. Projeto da Prefeitura Municipal em  parceria com a Policia Militar, a central segue as diretrizes da Senasp integrando os orgãos de defesa social ( PM, PC, GM, SMTT)  trabalhando juntos no monitoramento e as secretarias de serviços sociais, atendendo atraves do Call  Center, com numero unico de telefone. Conheci varios estados que implantaram tal serviço e em nenhum vi essa integração entre as policias, que ja começa mostrar resultados. Salvador, capital do estado, ainda não conseguiu, apesar de ter orgão proprio, tal integração e resultados, pois ali trabalham pessoal , temporarios, sem treinamento e sem compromisso. Faz-se necessario , uma real integraçao dos orgãos de tecnologia para acabar com a " Marca do Zorro" que não traz progresso nem sucesso nos objetivos.