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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

PMBA realiza sorteio público de vagas para a Creche e Colégios da Corporação


Nesta quarta-feira (10), no Auditório do Instituto Anísio Teixeira – IAT, A PMBA realizou o sorteio das vagas da Creche Nossa Senhora das Graças e dos Colégios da Polícia Militar. Foram disponibilizadas mais de 3.000 vagas para cerca de 27.000 inscritos em todo o Estado.
O sorteio, acompanhado por representantes de diversos órgãos, teve também a participação de pais e responsáveis dos candidatos a aluno, a exemplo de Ângela M. de Jesus, que atestou a lisura do processo.
Uma das agraciadas com a oportunidade de integrar um dos colégios da PM foi Ana Clara Lima Cardoso, da Alfabetização, filha de Telma Lima, que não conteve os gritos e o sorriso, ao ouvir o nome de Ana ser lido pelo capitão Castro Neves, que anteriormente apresentou aos presentes a tecnologia utilizada no sorteio.
Entre as autoridades presentes no evento, estava o Diretor de Ensino da PM, coronel Mozart Santos, que abriu o evento ressaltando a credibilidade dos colégios da polícia Militar, confirmada pelo número de inscritos, e desejou sorte e bênção de Deus a todos.
A lista completa dos contemplados e a classificação geral dos inscritos podem ser conferidas no site da PMBA através dos endereços: http://www.pm.ba.gov.br/cpm2012/listas.htm http://www.pm.ba.gov.br/creche2012/

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Base Comunitaria de Segurança em Salvador. Implantação da Policia Comunitaria

A criação de Base Comunitaria de Segurança na Bahia, copiando na filosofia, as UPP do Rio de janeiro, vem crescendo. Depois da implantação no Calabar e Nordeste de Amaralina, teremos na proxima semana a instalação de uma BCS no Alto de Coutos, Suburbana. Ainda é cedo para fazermos uma avaliação dos resultados. A atuação mais presente da PM, a participação das secretarias estaduais de serviços sociais, da Embasa, Coelba e orgãos culturais vem trazendo uma sensação de segurança e participação socio cultural da comunidade. Para onde vão os marginais? como ficam os outros bairros? Não se pode "pacificar" Salvador de uma tacada só,por isso temos que valorizar tambem,os outros policiis, que não estão nas BCS, para que continuem atuando nas areas de suas Cias PM, obtendo tambem resultados diferentes, mas tambem positivos para a sociedade. Vejam a opinião de um sociologo sobre as UPP no Rio de Janeiro:


UPP: Unidade de Polícia Pacificadora ou um projeto de poder?

tenho acompanhado de perto a relação entra as UPPs e as comunidades que por elas são “atendidas”, o que possibilitou fazer uma leitura do que acontece e do que vai acontecer.
Primeiro gostaria de dizer que as UPPs estão fadadas ao fracasso. Após ouvir algumas teorias, que respeito muito, sobre as UPPs estarem sendo implementadas num “cinturão” privilegiado, visando a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016, apesar de terem uma certa razão, acho sinceramente que o buraco é muito mais embaixo do que parece.
O primeiro passo de implementação da Unidade de Polícia Pacificadora é o anúncio acerca da Comunidade que será “pacificada”. Apesar de encontrar vozes contrárias a esta forma de atuação, acho que está perfeita, por evitar confrontos desnecessários, com possíveis balas perdidas e, muito provavelmente, banho de sangue. Ponto para SSP.
O passo seguinte deveria ser a criação de uma polícia comunitária autônoma da Polícia Militar, que trabalharia nas comunidades pacificadas em sistemas de rodízio – a cada 6 meses os integrantes trocariam de comunidades – minimizando, desta forma, possíveis “milícias”. Este ponto específico tratarei em um próximo artigo.
Mas o projeto não é esse. As UPPs são, antes de tudo, um projeto de poder, de controle de um espaço tradicionalmente submetido à opressão. Os novos Capitães, que comandam as UPPs são os novos “donos do pedaço”, em substituição aos traficantes que ali se encontravam. Autorizam bailes, mandam baixar o som dos moradores, escolhem as músicas que os moradores podem escutar, determinam horário e condutas pessoais, intimam e intimidam àqueles que tem uma opinião mais crítica acerca da função da polícia, como por exemplo o fechamento da rádio comunitária do Andaraí, pela Polícia Federal, sobre o pretexto de rádio pirata e atrapalhar o tráfego aéreo.
Nesse compasso, para o êxito do projeto, há apenas um entrave: a Associação de Moradores. Um arremedo de solução começou com a tentativa de associar os presidentes das Associações de Moradores ao tráfico de drogas, como ocorreu com Laéria Meirelles, presidente da Associação de Moradores do Morro da Formiga, que foi presa sob esta acusação. A partir da prisão da Laéria, alguns presidentes, quando se opunham às ordens dos Capitães, como me foi relatado, ouviam a seguinte “recomendação”: cuidado, presidente, lembra do que aconteceu com a Laéria? Infelizmente, alguns presidentes foram cooptados, seja por medo, seja por qualquer outro motivo, não oferecendo nenhuma resistência. Até quando?
Ainda na esteira de “comandar” também a associação de moradores, numa tentativa de acabar com oposições às políticas e críticas ao Governo, as UPPs informaram que vão organizar as eleições para as Associações de Moradores[1]. Embora pareça e, na minha opinião é, um golpe, ainda não garante o domínio absoluto do território, uma vez que o eleito pode não ser o da base governista ou pode mudar de lado.
Percebendo a fragilidade desta relação, o governo do Estado criou então a UPP Social, transferido para a Prefeitura, que consiste na criação de núcleos, um em cada comunidade, como uma “frente de trabalho”, para pesquisar às demandas necessárias às comunidades, fazendo a intercessão com as agências de serviços públicos e trazendo respostas às demandas. Cada núcleo, ou seja, cada comunidade, terá um”Gerente”, que é um funcionário do governo, no caso da Prefeitura, que será o novo responsável pelo articulação comunidade-demanda por serviços públicos.
Este trabalho tem como finalidade o esvaziamento das Associações de Moradores, usurpando as suas funções, deslegitimando suas lideranças e colocando em xeque a sua existência.
Assim, a comunidade, que já está tomada pelo poder armado do Estado, fica também controlada politicamente. O que significa tudo isso? Para que o Governo arquitetaria um plano tão maquiavélico? A troco de que? A resposta é a mesma encontrada pela CPI das milícias e divulgada pelo filme Tropa de Elite 2: dinheiro e, principalmente, voto. As UPPs, são milícias institucionalizadas pelo Estado, aceitas pela grande mídia e pela “sociedade”. As UPPs são, antes de mais nada, Um Projeto de Poder.
  
Jornal do BrasilLeonardo Martins
Advogado, especialista em Segurança Pública, pós-graduando em Sociologia Urbana

Capacitação beneficia 750 policiais militares que atuam na Ronda Escolar



Setecentos e cinquenta policiais militares que atuam na Ronda Escolar participam até esta quarta-feira (11), no Instituto Anísio Teixeira, em Salvador, do ciclo de palestras preparatório para o ano letivo de 2012. Durante as palestras, eles aprendem sobre direitos humanos, Constituição e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Além de orientar o grupo sobre como abordar os jovens sem agredir seus direitos, o curso ajuda a preparar os PMs para dar palestras nas escolas sobre temas diversificados, como drogas, papel da Polícia Militar e gravidez na adolescência.

O gerente de Atendimento Socioeducativo da Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac), Marcus Magalhães, um dos palestrantes, destacou a importância de os policiais conhecerem o ECA e as medidas socioeducativas no momento da abordagem aos adolescentes. “É necessário que o policial conheça essas medidas até mesmo para orientar diretores, professores e os responsáveis pelos alunos, instrumentalizar os profissionais da segurança como devem agir em cada situação e quais os casos que devem ser encaminhados para a delegacia de jovens infratores”, disse Magalhães.

A Ronda Escolar é realizada em mais de 1,2 mil colégios públicos e privados da Região Metropolitana de Salvador (RMS) para reduzir as ocorrências nessas instituições ou no seu entorno. O comandante da Ronda Escolar, major Ricardo César Santana, afirmou que os policiais abordam suspeitos nos arredores dos colégios para evitar a venda de drogas no local. A ação é baseada no radiopatrulhamento, sempre das 7h às 23h.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Oficial da PMBA vai comandar Aviação da Força Nacional de Segurança



O capitão da Polícia Militar da Bahia e piloto de helicóptero, Agno Santos da Silva, assumiu na semana passada o Comando da Seção de Aviação Policial do Departamento da Força Nacional, o que equivale ao Grupamento Aéreo (GRAER) da PMBA.
A nova tarefa acontece num momento importante em que a Força Nacional prepara e planeja estratégias de atuação para os grandes eventos relacionados à Copa das Confederações de 2013, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. “Existe muito trabalho a ser executado, considerando que a aviação é um importante vetor para apoiar as ações de Segurança Pública”, destacou.
O Departamento da Força Nacional de Segurança Pública integra o Ministério da Justiça e é composto por oficiais e praças das polícias e bombeiros militares de todo Brasil, atuando em apoio aos Estados e à União em ações de Segurança Pública e Defesa Civil.

CARNAVAL 2012: MESMO O QUE PARECE PERFEITO PODE SER MELHORADO, JUSTAMENTE POR SER CONSTITUÍDO DE PARTES IMPERFEITAS. 


Podemos encarar os fatos que ocorrem a nossa volta com os olhos do leigo ou com os olhos do especialista. Isso é antigo na avaliação dos fatos. O leigo enxerga o óbvio e o especialista as nuances. Para o senso-comum se as aparências indicam normalidade e harmonia, tudo então vai bem. Mas para aquele de espírito inquieto, crítico e analítico, que não se satisfaz com a mera aparência das coisas, que procura ver além desses limites, a harmonia aparente das coisas não diz muito. Pois ele sabe que “a perfeição é uma meta” que nunca se alcança e que não obstante é preciso buscá-la constantemente. E para alcançar o inatingível é preciso fazer o uso do sempre em tudo que é feito. Por exemplo, lembrar que na execução de um plano os ajustes sempre existem. Ou se preferir sempre levar em conta o contexto histórico da formação social em que se está trabalhando. Ou ainda, que a dinâmica da sociedade o obriga a relativizar sempre etc.
Vejamos então. O que se espera de um planejamento? Que atenda os objetivos através do atingimento das metas propostas. Que seja executado com o menor custo possível. Que aponte soluções futuras etc. Mas o que vemos na prática é que quase sempre se tem desprezado ou relegado a segundo plano a importância dos indicadores que serão utilizados em sua avaliação final.
Se há uma unanimidade em matéria de planejamento, ela reside no fato de que ninguém espera que ele seja cumprido 100% do planejado conforme planejado, e com bastante propriedade, isso implicaria uma realidade estática, o que não é verdade, principalmente em se tratando da realidade social que possui uma dinâmica difícil de precisar. Ademais a operacionalização de um plano sempre se dará no “mundo da vida”. É aí que as coisas acontecem, o palco onde se desenrola a trama social. Atores sociais se digladiando para fazer valer a sua vontade. Nesse sentido, nenhum planejamento poderá abarcar todas as variáveis e possibilidades.
Para entendermos o que se espera de um planejamento, o melhor que temos a fazer é procurar ver o que não se espera de um planejamento. Quando estamos elaborando um plano, por exemplo, optamos por determinadas coisas e deixamos de fora outras tantas, dentre estas, uma série de coisas que não queremos que interfiram no bom andamento do plano. Conforme dito anteriormente, não há planejamento que não sofra reajuste em sua execução, sempre há algo a se adequar ao contexto.
Tomemos como exemplo o carnaval em Salvador. Um sucesso sempre, em todos os sentidos, principalmente no que concerne à Segurança Pública, até mesmo pela elevada experiência da PMBA. Neste caso podemos afirmar com bastante segurança que o ainda elevado número de ocorrências registradas, porém com significativa redução a cada ano, se deve ao contingente policial mobilizado, resultando daí uma maior presença da polícia, deixando-a mais visível aos olhos da população e inclusive aos meios de comunicação de massa, enfim de toda a sociedade. O que reforça o coro do sucesso obtido nas ações preventivas de Segurança Pública.
Entretanto, mesmo os indicadores apontando uma boa atuação dos órgãos de segurança do estado, os reajustes se fazem necessários ao longo do processo por esta ou aquela razão. E a avaliação dos resultados também deve levar em consideração essas variantes e, principalmente, devido ao fato de que os próprios parceiros, durante o processo avaliativo, tendem a apresentarem o que foi positivo em sua atuação, aquilo que merece reajuste, não raro, fica restrito ao âmbito da própria instituição. Portanto, quando se fala em sucesso, em bons resultados alcançados, devemos lembrar que poderia ter sido melhor. E esse melhor passa necessariamente pela melhoria de cada uma das partes envolvidas para que haja uma melhora significativa em todo o macroprocesso. Esse é um entrave que precisa ser melhor trabalhado. Como fazer com que os parceiros se vejam e se sintam parte integrante de um processo ainda maior em que todos estão envolvidos? É preciso que os parceiros tragam também os pontos que precisam ser melhorados.
Como podemos avaliar a logística no âmbito da Segurança Pública,  por exemplo? Sabemos que ela é fundamental em qualquer campanha militar que se proponha bem sucedida e efetiva, mas que só vai adiante se o orçamento estiver compatibilizado no tempo necessário e no volume correto, para não atrapalhar os procedimentos licitatórios visando suprir as necessidades pertinentes, bem assim a estratégia, a tática e a técnica a serem aplicadas. “Na guerra, é a preparação que faz a diferença.” – escreveram Dunnigan & Masterson, em A Sabedoria dos Maiores Estrategistas – técnicas e táticas de guerra em administração. E foram mais além ainda esses autores, para eles “o sucesso da atividade militar decorre de uma série de atividades civis”, desse modo, conhecendo bem essas atividades civis pode antecipar-se aos acontecimentos e com isso, pode-se aumentar ainda mais a efetividade da ação implementada. A logística é um dos pilares básicos de sustentação da operacionalidade num evento como o carnaval – o maior emprego de tropa em tempo de paz. Ela corre contra o tempo, os fatos não esperam e vão se sucedendo, quanto mais demorada for a resposta a ser dada pelos agentes de segurança pública, maior será a probabilidade de insucesso devido ao exagerado número de improvisos que se é obrigado a implementar. Em matéria de logística, nada de jeitinho, nada de improviso, nada de estamos providenciando. O problema tem que ser atacado de frente pelo bem do resultado que se deseja alcançar.
O carnaval do ano passado foi bem? Foi bem. Foi ótimo. Vencemos mais uma etapa, isso ninguém põe em dúvida. Mas será que tudo foi realmente perfeito como preconizados pela mídia e até por nós mesmo? Claro que não. Todos falamos bem porque os acertos foram maiores que os erros e por isso mesmo o Carnaval foi um sucesso. Mas fica aí registrado, mesmo o que parece perfeito pode ser melhorado, principalmente por ser constituído de partes imperfeitas. Portanto, ao darmos início ao planejamento do próximo carnaval devemos colocar na pauta de discussões alguns pontos que nos parecem importantes: Como se posicionar diante de tal fenômeno - ou seja, diante da síndrome do sucesso total do carnaval? Como conciliar as coisas até aqui inconciliáveis - “a marca do Zorro”? Como dizer verdades sem ferir susceptibilidade, mesmo fazendo como ensina Paulo Coelho – “Antes de lançar flechas de verdade molhe primeiro sua ponta num vaso de mel “? Como vencer a barreira do orçamento – sempre fora de tempo? Como registrar – fatos, ocorrências, processos, medidas adotadas etc. - para não incorrer no mesmo erro no dia seguinte?  Como fazer com que os Blocos, Trios e congêneres atendam aos reclamos em prol da segurança?... Tudo isso porque fomos vitoriosos nessa batalha que foi o Carnaval 2011, e como merecido prêmio ganhamos o aumento da responsabilidade para fazer do Carnaval 2012 um sucesso ainda maior.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A macabra dança dos números


Circulando


Ao contrário do que deixa transparecer o governo do Estado, com uma taxa de 53,51 homicídios para cada grupo de 100 mil habitantes, Salvador e região metropolitana (RMS) não têm o que comemorar. O índice supera a taxa nacional (22 para 100 mil) e fica muitíssimo acima do limite aceitável segundo os parâmetros da Organização das Nações Unidas (ONU), que é de 10 homicídios para cada 100 mil habitantes.
Apesar desse fiasco, o governo do estado prefere jogar para a plateia. Mostra o que interessa – a ligeira redução nos índices de homicídios dolosos na capital e RMS – e protela a divulgação de assuntos incômodos, como a elevação nos dados referentes a roubo de veículos, por exemplo. E no interior do estado, como andam as estatísticas referentes a crimes contra a pessoa?
Tem mais. O fato de Salvador ter reduzido as ocorrências de homicídios em quase 13 pontos percentuais não impressiona. Alguma relação direta com o aumento nesse tipo de crime nas cidades vizinhas? Quem assistiu ao filme Tropa de Elite (primeira versão) pôde ver como, às vezes, nem sempre as estatísticas são o que parecem ser: numa cena em que a ficção se aproxima da realidade, uma guarnição policial desova um cadáver fora de sua jurisdição para maquiar os números referentes à violência.
Um total de 2.037 homicídios dolosos em um ano é um número expressivo: quase 170 por mês, quase seis por dia. Isso, admitindo-se que todos os crimes de morte tenham sido notificados e devidamente registrados pela SSP-BA. E desses, quantos tiveram a autoria determinada? Quantos desses autores foram indiciados, denunciados e aguardam julgamento perante um júri popular?
Quando busca explicar os números astronômicos da violência na Bahia, o governo tem um discurso pronto: trata-se de uma consequência direta do tráfico de drogas, mais especificamente da epidemia que configura o vício do crack. Que o narcotráfico tem influência no aumento da criminalidade é indiscutível. Mas não é o único fator. A certeza da impunidade e a falta de oportunidades para crianças e jovens são outros dos ingredientes desse caldo de cultura em que viceja o crime.
Enquanto isso, assistimos a mais uma encenação em que novos atores recitam textos velhíssimos Não é a primeira vez que um gestor da SSP-BA comemora uma modesta redução no índice de homicídios, esquecendo que, quando se trata de morte (e morte violenta) não há o que festejar. Afinal, se para as autoridades, a dança dos números é motivo de júbilo, para milhares de pessoas, trata-se da perda de filhos, pais, irmãos, amigos. Não de uma, mas de 2.037 vidas humanas.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Fiscalização de velocidade não precisa mais de placa sinalizadora do limite



Uma nova resolução do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) publicada no final de 2011 mudou as regras da fiscalização do limite de velocidade nas estradas e rodovias brasileiras. A Resolução 396/2011 passou a admitir a fiscalização a partir de medidores móveis sem a necessidade de placa sinalizadora do limite de velocidade:
Art. 7º Em trechos de estradas e rodovias onde não houver placa R-19 poderá ser realizada a fiscalização com medidores de velocidade dos tipos móvel, estático ou portátil, desde que observados os limites de velocidade estabelecidos no § 1º do art. 61 do CTB.
§ 1º Ocorrendo a fiscalização na forma prevista no caput, quando utilizado o medidor do tipo portátil ou móvel, a ausência da sinalização deverá ser informada no campo “observações” do auto de infração.
§ 2º Para cumprimento do disposto no caput, a operação do equipamento deverá estar visível aos condutores.

O Artigo 61 do Código de Trânsito Brasileiro é justamente o que estabelece os limites de velocidade nas vias públicas brasileiras, de acordo com certas classificações. O entendimento da nova resolução é o de que os condutores não precisam ser alertados dos limites já estabelecidos em Lei, e uma vez que não cumpram tais disposições estarão sujeitos à fiscalização e posterior penalização. Diz o Art. 61 do CTB:
Art. 61. A velocidade máxima permitida para a via será indicada por meio de sinalização, obedecidas suas características técnicas e as condições de trânsito.
§ 1º Onde não existir sinalização regulamentadora, a velocidade máxima será de:
I - nas vias urbanas:
a) oitenta quilômetros por hora, nas vias de trânsito rápido:
b) sessenta quilômetros por hora, nas vias arteriais;
c) quarenta quilômetros por hora, nas vias coletoras;
d) trinta quilômetros por hora, nas vias locais;
II - nas vias rurais:
a) nas rodovias:
1) 110 (cento e dez) quilômetros por hora para automóveis, camionetas e motocicletas;
2) noventa quilômetros por hora, para ônibus e microônibus;
3) oitenta quilômetros por hora, para os demais veículos;
b) nas estradas, sessenta quilômetros por hora.
Os órgãos responsáveis pela sinalização das vias só serão obrigados a sinalizar os limites de velocidade nos casos de valores inferiores aos estabelecidos pelo artigo 61, e aí a distância entre os medidores de velocidade e as placas, nas vias urbanas, será de 400 a 500 metros, para locais de velocidade regulamentada maior ou igual a 80 km/h e de cem a 300 metros, nos casos de velocidade inferior a 80 metros. Nas vias rurais, a distância poderá ser de até dois mil metros, para os casos de velocidade regulamentar maior ou igual a 80km/h, ou de até mil metros, nos casos de velocidade máxima inferior a 80km/h.
Trata-se de uma medida que há muito deveria estar em vigor, haja vista o assustador índice de acidentes no trânsito em virtude de excesso de velocidade. Um ganho para todos.

PMBA Convoca para curso de Cabo.

Curso de Cabos 2012 - Exame Médico e TAF

Conforme anunciamos no final do ano passado, foi publicado no BGO 232, de 7 de dezembro de 2011, o Edital de convocação para o Curso de Formação de Cabos 2012. São 340 soldados QPPM convocados e 60 soldados QPBM.
Alertamos para que os convocados observem o BGO nº 245, de 28 de dezembro de 2011, onde consta o calendário da Avaliação Médica e dos Testes de Aptidão Física, que serão realizados por grupos, de maneira escalonada, como consta no referido boletim.
Boa sorte a todos!
Alfredo Braga de Castro – Cel PM
Comandante Geral

Colegio da Policia Militar

Processo Seletivo -

É com satisfação que a Polícia Militar da Bahia informa a abertura de vagas e inscrições para o Processo Seletivo 2012 de ingresso nos Colégios da Polícia Militar (CPM’s) e para a Creche Nossa Senhora das Graças. As inscrições serão realizadas exclusivamente pela Internet, através dos sites institucionais da Secretaria da Educação do Estado da Bahia (www.educacao.ba.gov.br) e da PMBA (http://www.pm.ba.gov.br/cpm2012), a partir da zero hora do dia 02/01/2012 até às 23h 59min do dia 06/01/2012.
Para as unidades de Alagoinhas, Candeias, Feira de Santana, Ilhéus, Itabuna, Jequié, Juazeiro, Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista, 50% das vagas serão destinadas a filhos de policiais militares da PMBA, servidores públicos civis da PMBA, professores e demais servidores públicos civis colocados à disposição das Unidades do CPM/BA e 50% para filhos de outros cidadãos.
Para os colégios localizados em Salvador, 70% das vagas serão destinadas a filhos de policiais militares da PMBA, servidores públicos civis da PMBA, professores e demais servidores públicos civis colocados à disposição das Unidades do CPM/BA e 30% para filhos de outros cidadãos.
O critério para a seleção de todos os inscritos será o sorteio eletrônico, toda vez que o número de inscritos for maior do que o número de vagas oferecidas. O sorteio ocorrerá às 16 horas do dia 11/01/2012, no Instituto Anísio Teixeira - IAT, localizado no Vale das Muriçocas, s/n, bairro São Marcos.
Quaisquer dúvidas devem ser sanadas com a leitura do Edital, disponível para download no site da PMBA (http://www.pm.ba.gov.br/cpm2012).
Boa Sorte a todos!

Alfredo Braga de Castro – Cel PM
Comandante Geral

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

10 desejos para um Ano Novo na segurança pública

 


1. Que os governantes não sustentem mais o discurso que coloca a Lei de Responsabilidade Fiscal como impedimento para dar dignidade salarial e estrutural às polícias, ao tempo em que gastam fortunas com publicidade e privilégios, e são lenientes com a corrupção;
2. Que seja abandonada a visão de que enfrentar a violência só é possível resolvendo os problemas sociais (fome, moradia, educação etc), entendimento que permite posicionar a polícia como uma instituição inócua, indigna de avanços e impossibilitada de dar saltos de eficiência;
3. Que seja abandonada a visão de que enfrentar a violência só é possível com repressão, prisão e punição, entendimento que alimenta a cultura do extermínio, e autoriza policiais a abusar de sua autoridade;
4. Que os policiais ajam indistintamente, dentro de suas prerrogativas, seja em bairros das classes altas, seja nas favelas, com negros e brancos, de qualquer sexo ou opção sexual e etnia, idade ou formação cultura e religiosa;
5. Que os policiais sejam tratados indistintamente, sejam oficiais ou praças, agentes ou delegados, civis ou militares, tão bem como são tratados certos agentes públicos que não passam noites insones colocando suas vidas a risco em favor da paz pública;

6. Que os homens consigam controlar seus hormônios, e que os pais e mães consigam transmitir a seus meninos um modelo de resolução de conflitos que não seja pautado na violência, na intransigência e imposição;
7. Que os ocupantes dos altos escalões das polícias entendam que devem ser exemplo, e com suas posturas deixem claros os princípios que devem nortear as práticas de seus subordinados – com menos palavras repetitivas e mais atitudes e realizações claras;
8. Que os ocupantes dos escalões inferiores das polícias entendam que existem dimensões de erros, corrupções e abuso, mas que todo ato indigno possui ímpetos semelhantes, que colocam aqueles que o praticam na mesma vala de hipocrisia, independentemente da proporção;
9. Que os policiais tratem o cidadão como cliente, como aquele a quem se deve proteger, respeitar e honrar, pois é ele a razão do seu trabalho;
10. Que os cidadãos reconheçam o policial como um cidadão, a quem se deve respeito, dignidade e honra, pois é ele um dos principais responsáveis por garantir seus direitos.