No
ano de 2009, dos 417 municípios baianos, 31 apresentaram altas taxas de
criminalidade e violência. Em Salvador, mormente nos bairros de
Tancredo Neves, Periperi, Itapuã, Liberdade, Nordeste de Amaralina,
dentre outros, a situação era insuportável ensejando medidas urgentes
para minorar a situação. No interior, além de dezenas de outros, o
município de Feira de Santana clamava por medidas que fizessem a
segurança pública encontrar o seu caminho, sobretudo na a área de
responsabilidade da 65ª CIPM – Sobradinho.
Para
fazer frente à questão levantada, seguindo orientação governamental, a
Bahia copiou e adaptou o Programa Ronda no Bairro, implantado no Estado
do Ceará, objetivando fortalecer a filosofia de polícia comunitária, com
estratégias de maior aproximação com a comunidade. Assim, em cada setor
(espaço físico definido para fins de policiamento ostensivo) um grupo
de policiais militares, atuaria no radiopatrulhamento, contando com uma
viatura quatro rodas (caminhonete), e outra de duas rodas (motocicleta),
ambas equipadas com ferramentas tecnológicas adequadas ao serviço.
Para
o lançamento do Programa várias CIPM cederam recursos humanos e
materiais para suprir a nova demanda e, em conseqüência, desfalcaram
suas malhas protetoras de policiamento. A falta dos meios necessários à
implantação e efetivação do programa frustrou a expectativa de todos e
não diminuiu as taxas de CVLI (Crimes violentos letais e intencionais) e
CVP(crimes violentos contra o patrimônio), as quais continuam avançando
assustadoramente ensejando políticas públicas mais consistentes e
arrojadas.
O
não estabelecimento uma estratégia inovadora para o policiamento
ostensivo , aliado aos escalonamentos de emprego de tropa dos tipos
simples, composto e complexo, dificulta a integração entre a polícia e a
comunidade, reduz a taxa de impacto visual do policiamento e,
conseqüentemente, não amplia a sensação de segurança, abalando o grau de
credibilidade na polícia por não atingir a excelência almejada nos
serviços prestados.
Na
verdade, o programa vem perdendo seu rumo com a adoção de outro
conceito de policiamento, agora, copiando e adaptando do Rio de Janeiro -
Unidade de Polícia Pacificadora – aqui denominado Base Comunitária de Segurança.
Assim, pergunta-se: Qual será a nova formula a ser copiada?